sexta-feira, 30 de março de 2012

Crônica de uma viagem de sonhos

CRÔNICA DE UMA VIAGEM
Embarcamos numa viagem de sonhos, expectativas, descanso e contemplação.
Aqui conhecemos pessoas, aproximamo-nos de outras, estreitamos laços e criamos outros.
Alguns já têm seus grupos, duplas, trios ou toda uma coletividade.
O certo é que vamos nos agrupando por afinidades, necessidades ou interesses – nesse caso de afeto e de atenção.
Em Vitória experimentamos o calor do avião, o frio na barriga na hora da decolagem e da aterrisagem em São Paulo.
Rimos no voo com os passageiros de segunda classe querendo embarcar na primeira, nada que não possa ir para o currículo de Eliana Mara e suas aventuras no mundo.
Em São Paulo aguardamos e tivemos uma prévia do que seria essa aventura, pois as sacolinhas já começavam a surgir. Eram casacos, perfumes, sapatos nas vitrines acenando para as famigeradas compras... E haja malas!
Avião menor, mais decolagem, mais lanchinho no avião, e mais aterrissagem. As roupas de inverno estavam foram de cogitação, até que o comandante avisa que em Caxias do Sul, temperatura de 15 graus... E um ruído uníssono de ohhhhhhhhhhhhhhhhhhhh.
E começa a aventura pelas uvas. Hotel de primeira, saída para a noite na Festa da Uva. City tour, casamento a moda grega lembrando Baco e Dionísio, música italiana, vinícolas, e não é que as sacolinhas vão aumentando? E muita gente alegre depois da degustação do vinho com os simpáticos “velhinhos” loucos para casarem.
Bento Gonçalves com almoço, viagem de trem, passagem por Garibaldi e Carlos Barbosa. Mais uva, mais música, mais degustação de vinhos, com direito a quebrar taças, corte no dedo da Cris, salvamento pelo Kaschima. Sem falar do desfile, momento impar em nossa viagem. E dá-lhe uvas!
E a gente deixa o belo hotel e vamos para Gramado! No caminho a surpresa da beleza de Nova Petrópolis com um almoço maravilhoso com direito a dançar ao som da Concertina. E mergulhamos na comida e doces.
Sonolência, calor e expectativa. Gramado surge. Para uns a realização de um grande sonho. Parada no Portal para a fotografia oficial, a primeira. Aliás, quantos cliques durante cada paisagem! É preciso descarregar as digitais.
O pequeno trecho até o hotel já nos dava a ideia do que seria a estadia e visita aos parques, monumentos, praças, bares. E o que falar de Canela com sua bela cachoeira? Do desfile com os tops da “Gramado Fashion Mico” na Black Bull? A Fábrica de chocolate e sua fantástica história? E Cebolinha mandando rir, ficar animado, dar tiauzinhos para câmera. De Gramado ficou o sabor dos “fondies”, o passeio no lago e no pedalinho, a beleza da sua paisagem. E para algumas pessoas a sensação de realeza, pois uma dor de barriga e um mal estar deixaram certas senhoras com ares de rainha, com direito a noites e dias no trono.
Mas tudo tem o seu tempo certo. E deixamos a bela Gramado e horas e viagem até o Chuí. Em Igrejinha as sacolas aumentam: mulheres vorazes em busca do sapatinho de cinderela. E seguimos por Novo Hamburgo, Pelotas com seus doces e calorão, Porto Alegre com a troca do som e um banheiro imundo com baratas mortas espalhadas pelo chão. E todos querendo ver a Lagoa dos Patos e nada dela aparecer. E dá-lhe pontes, plantação de arroz, e uma bela reserva de proteção ambiental. E afinal as capivaras são bichos bonitos ou feios? Respondam Rosa e Márcia Couzi.
Depois de longas horas entre piadas e causos (né Maria, Grace e Heliana) em fim o Chuí. É lá no fim do mundo, ou melhor, do Brasil. Primeiro foi a insegurança das carteiras de identidade, depois a escuridão da cidade. Chegada ao hotel e depois corrida ao lugar mais próximo para comer... E no restaurante a confirmação bíblica: os últimos serão os primeiros... a serem servidos.
Depois de uma noite de descanso, vamos às compras... e surgem vidros de perfumes por todos os lados. Calor na loja sem ar condicionado. Depois temporal de alagar a cidade. E ficam quatro retardatários atrasando o ônibus. Ricardo já se desespera, afinal vai molhar seu único par de sapatos. E a caravana segue seu curso, já mais pesadinha, pois o volume de sacolas já faz efeito no peso das malas, sendo alivio para Gilnei a chegada do Gilson, pelo menos mais um para ajudar no carregamento.
E o que dizer de Punta del Este? Aquele paraíso cercado por dois mares, um de água doce (praia mansa) e outro de água salgada (praia brava). Nem bem descemos com as toneladas de malas, alguns já partem para as lojas. Mas o passeio pela orla, a tentativa de ver o lobo marinho na Marina, o city tour pela cidade, o morro de São Joaquim com imagem de Santo Antônio, gente pedindo um casamento, e o presente do pôr do sol na Casa Puebla encheram nossas vidas de poesia.
Montevidéu com seus ares cosmopolitas também nos encantou. E o “candomblé” com seus tambores, boleros, tangos, e tantos outros ritmos que culminaram num carnaval trouxe ainda mais alegria aos passageiros de nossa fantástica viagem. Mas Celinha Muruci garante que pode ter o mesmo espetáculo mais barato e com mais tempo em São Lourenço, com “seu” Nilson.
Nessa cidade vimos um povo que preserva sua história, levanta monumentos pelos seus heróis, cantam e dançam sua cultura, quer seja num clube ou numa praça, com seus moradores da terceira idade, e que nos acolheu carinhosamente.
Mas nossa viagem não parou por aqui. Faltava sua parte final. Despedimos com saudades do Ricardo, com sua aula de história, gastronomia, enologia, filosofia, e com direito a piadinhas. Algumas com graça, outras nem tanto. Sabíamos que íamos sentir falta do Gilnei com sua educação e presteza para acolher as damas na saída do ônibus e do Gilson que veio somar nessa trajetória. Mas seguimos em frente num barco a atravessar longas águas e depois num ônibus. Aos que ficaram a nossa saudade e a expectativa de reencontrá-los em breve.
Se pudéssemos definir sabores para a etapa de Gramado a Montevidéu, diríamos que foi sabor de uva, vinho, entrecort e chivito, afinal foi o que mais convivemos nesses dez dias de viagem.
Mas enfim a Colônia Sacramento deixou-nos saudades devido à sua bucólica paisagem de casas antigas, ruas de calçamento em pedras, restaurantes feitos cantinas, e muitas lojas de artesanato. E no instante de partida, não é que teve marido perdendo sua esposa e ele vai a sua busca, mas como sempre, o desencontro foi devido às famigeradas sacolinhas.
No porto uma fila imensa nos esperava. Carteiras na mão ou passaporte, parecíamos uma serpente a espera de desembocar nas águas. Aos poucos atravessamos a imigração e o anjo Tetê pôde respirar aliviada, visto que alguns tiveram seus nomes e números em choque no check in.
A travessia foi tranquila. Rio longe de ser ver a beira, como diria nosso bom e velho escritor Guimarães Rosa. No entanto de paisagem bonita e de muito sol. Alguns nem tempo tiveram de contemplar toda essa beleza porque o cheiro do “freeshop” os conduzia ao paraíso de perfumes e roupas. E tudo foi rápido que nem se sentiu a viagem, a não ser no desembarque cheio de malas, retenção de uma e outra por causa da nota de compras – resolvendo brevemente. Zé Humberto e Heliana Mara contam com a colaboração de todos para carregar seus pertences até os ônibus.
Buenos Aires nos acenou com uma tarde linda. Mal desembarcamos, muitos foram em busca de alimentos – o espiritual e o corporal. Visitamos a Igreja de Santa Catarina, uma das mais antigas da capital e vimos a suntuosidade e a singeleza caminharem lado a lado. Celebração curta, voltada principalmente para os turistas, teve foto da galera na saída do templo. Depois, uma passadinha no shopping para não perder o costume, afinal saco vazio não para em pé.
O café da manhã do dia seguinte nos reservou uma surpresa. Uma tormenta tomou conta da cidade e parou o trânsito. Atraso no ônibus para o city tour e fizemos nosso passeio pela cidade divididos em dois grupos, os ricos e os pobres... Os que tinham “guitas” e os que não tinham, pelo menos foi o que dissemos para a guia do ônibus menor, a simpática Agostina. Vimos monumentos, lojas, praças, parques, e ouvimos parte da história de Buenos Aires. E num dos intervalos ficamos sabendo do caso da banheira assassina, aquela que expulsa homens de seus domínios. E o coitado quase ficou desacordado nu para o desespero de sua esposa, que dias antes foi chamada de Presidenta.
E a tarde, ouvimos mais um caso fantástico, de algumas turistas que havia presenteado o restaurante equiparando o dólar ao peso argentino, precisando da interferência dos poderes de Márcia Couzi. Nunca uma refeição custou tão cara. No city tour pelas lojas houve quem reclamasse, mas não se deixou de comprar.
Falando em refeições, teve gente que achou que o atendimento dos restaurantes era personalizado, e que aparecia o nomezinho da cliente na nota. E essa foi reclamar que a nota não era sua, pois não se chamava “Gracias”, e sim Márcia... O que não percebeu era que o tratamento impresso era um agradecimento pela presença: “Mui gracias”.
Com um grupo grande, numa cidade cosmopolita, a grupo caravana se desprendeu entre shopping, Puerto Madeira, restaurantes, Rua Florida, Santa Fé e outras opções. Houve certos casais que resolveram fazer programas mais reservados e sumiram no aconchego do hotel. Afinal, como disse certa viajante, Buenos Aires é uma cidade romântica.
A Rua Florida foi o paraíso das compras finais, porém o fecho foi sem dúvida o espetáculo “Senhor Tango”. Luz, música, figurino, cenário requintado, tecnologia, mulheres e homens bonitos, sedução, sensualidade, emoção. Sem dúvida foi momento ímpar e que verdadeiramente não tem preço. Valeu pela beleza que levou ao êxtase, e teve mulheres olhando para o jovem de corpo definido e cabelos longos, loucas para conhecê-lo um pouco melhor.
Mas o que é bom chega ao fim. Manhã livre para últimos passeios e compras, arrumação de malas, almoço e acerto na saída do hotel. O anjo Tetê ainda corre em busca de um pedaço de bolo para Neinho por seu aniversário. A entrada e saída das malas nos ônibus foi um capítulo à parte e a fila no pequeno aeroporto de Buenos Aires, uma loucura. E o desespero bate na hora de encontrar o papel verde do Buquebus – era o visto de entrada na Argentina e que ninguém sabia disso. Abre malas, revira bolsa, vasculha bolso e paga-se taxa. E na tentativa de passar com os quilos extras das malas, vale tudo: ser simpático(a) com a atendente e até mesmo elogiar a sua maquiagem.
Os momentos finais foram marcados por vistos na migração, rápidas passagens pelos “freeshops” para as últimas compras, cafezinhos e despedida de Tetê para o Rio de Janeiro. No voo São Paulo – Vitória, a conversa alegre sobre comidas e compras tomou conta, e poucos cochilaram. Susto somente na aterrisagem, típica daquele aeroporto – brusca e saltitante.
Em terras capixabas, mais despedidas, choros e promessas de reencontros, afinal formou-se em 15 dias um grupo de amigos.
A viagem de ônibus para Guaçuí foi rápida com direito a um Parador, expressão típica do guia Ricardo. Também na volta a lembrança da música “Carinhoso”, ensinada pelo guia (com roupa – sem roupa) e lembranças agora saudosas de um grande passeio. Depois cansaço bateu, o motorista pisou no acelerador e chegamos ao nosso destino. A vida voltava ao seu normal, e a rotina do trabalho estava a nos esperar, mas com certeza já não éramos os mesmos, pois voltamos diferentes da forma que fomos – havia mais pesos em nossa bagagem (argentinos e uruguaios – sobras de moedas e presentes), e mais ricos em experiências e amigos.

domingo, 1 de janeiro de 2012

Transceder


O verde dos teus olhos percorreu o meu caminho
Eu que andava sozinho, te vi na imensidão.
Senti teu corpo quente, sedento, explodir de alegria
E no fim do dia pude te contemplar nos braços meus.
Não foi mero acaso que nos uniu naquele momento
Foi a força do pensamento na busca de plenitude.
Foi uma integração de alma, de pele e desejo
E agora, no ensejo, sinto o gosto da despedida.
Talvez fantasio, talvez vejo imagens que não existem
Mas elas persistem, na possibilidade de te perder.
Teu corpo, ainda relembro, banhado por frestas de luz
É algo que me conduz pelas veias da libido, do prazer.
Porém é algo que transcende o suor de nossos corpos,
É sentimento que importo para dentro do meu ser.
O verde dos teus olhos invadiu meu coração
E encheu de esperança onde só havia desilusão.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Meu coração não é maior que o mundo!


... Não! Meu coração não é maior que o mundo. É muito menor. Nele cabe somente as minhas dores. Por isso eu gosto de atuar... por isso eu me dispo, me exponho cruamente nos eventos. Por isso eu grito... por isso eu quero fotos nos jornais... por isso não posso me ocupar com sua mesquinhez, com a sua solidão, com seus sofrimentos! (Olhando ao redor) O palco é enorme! Ele é maior, muito maior que eu imaginava. Nele cabem todos os homens num só espaço. Mas o meu coração é pequeno. É menor que um palco. Ele não pode mais crescer. Tão estranho é crescer...
(Trecho de Um Solo para Dois Atores)

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

A Megera Domada em Espera Feliz


Depois da maratona teatral do Gota, Pó e Poeira no Festival Nacional de Teatro de Guaçuí, voltamos a nos apresentar fora de Guaçuí. No dia 22 fizemos a apresentação de Bom Dia Todas as Cores em Ibitirama - ES, para a Apae. Já no dia 25 de agosto estivemos na abertura do V Festival de Teatro de Espera Feliz - MG, quando apresentamos o espetáculo A MEGERA DOMADA. o Festival está numa edição somente para espetáculos feitos por escolas, porém fomos como grupo convidado. É bom ver o retorno do evento. Parabéns à Secretaria de Educação e de Cultura daquela cidade.

domingo, 5 de junho de 2011

Abandono

Todas as feridas ficaram expostas.
Todo o desejo se esvaiu num segundo
O que era um sonho realizado
modificou-se numa despedida, o meu mundo.
Faltou a terra, o chão firme
para que meus pés pudessem pousar
das nuvens onde estiveram a habita
Nas frações das horas de nossos furtivos encontros.
O meu sonho se perdeu na realidade
crua de não mais te tocar.
E dos meus beijos ardentes em desejo
tenho somente lembranças ainda vivas
de nossas bocas em breves mordidas.
De uma só garganta a sussurrar...
gemidos lascivos de prazer.
O abandono pentra meu peito
cortante punhal da solidão.
É noite, é vazio, é espera... desilusão!
Até quanto vou te esperar?

sábado, 4 de junho de 2011

XII FESTIVAL NACIONAL DE TEATRO DE GUAÇUÍ – ES
FICHA DE INSCRIÇÃO
GRUPO/COMPANHIA:

Espetáculo:
Autor:
Adaptação:
Endereço:
Cidade: Estado:
Categoria: ( ) Adulto ( ) Infantil ( ) Rua Faixa Etária:
Gênero do espetáculo: Duração:

Elenco por ordem de entrada em cena:

Ator/Atriz Personagem
1-
2 -
3 -
4-
5-
6-
7-
8-
9-
10-
11-

Funções Técnicas:
Direção:
Cenografia:
Figurino:
Iluminação:
Maquiagem:
Música Original:
Sonoplastia:
Nº de participantes – Homens ( ) Mulheres ( )

Nome do Responsável do Grupo:

Endereço: Nº Bairro
Cidade: Estado: CEP
Fone: ( ) ( ) Fax ( )
RG CPF
Email:


Assinatura do Responsável

Edital do Festival 2011

GRUPO TEATRAL “GOTA, PÓ E POEIRA”
RUA JOÃO SPALA, 97 – FDS – BAIRRO SÃO JOSÉ
29560.000 – GUAÇUÍ – ES

EDITAL DO FESTIVAL NACIONAL DE TEATRO DE GUAÇUÍ


O GRUPO TEATRAL “GOTA, PÓ E POEIRA”, associação cultural sem fins lucrativos, com parceira da SECRETARIA DE ESTADO DA CULTURA – SECULT torna público, para o conhecimento dos interessados, que realizará CONCURSO PÚBLICO para SELEÇÃO DE PROJETOS CULTURAIS E CONCESSÃO DE PRÊMIO DO XII FESTIVAL NACIONAL DE TEATRO DE GUAÇUÍ - ES, conforme convênio nº_______, devidamente aprovado pela Secretária de Estado da Cultura. O concurso será regido pelas normas constantes neste presente Edital.

1- DO OBJETO
1.1- Constitui objeto do presente concurso a SELEÇÃO DE PROJETOS CULTURAIS E CONCESSÃO DE PRÊMIO DO XII FESTIVAL NACIONAL DE TEATRO DE GUAÇUÍ – ES, com o objetivo de estimular e popularizar as artes cênicas, com vistas à formação de platéias e ao fortalecimento do mercado de trabalho artístico, no período de 15 a 20 de agosto de 2011, no Teatro Municipal Fernando Torres, neste município.

2- INFORMAÇÕES E FORNECIMENTO DO EDITAL
2.1- Os interessados em participar do presente concurso poderão obter informações no endereço acima indicado ou pelos telefones (28) 3553.2826 / 9976.1487 ou 9252.2287 e-mail: festguacui@hotmail.com
2.2- O Grupo Teatral “Gota, Pó e Poeira” disponibilizará gratuitamente o Edital e os anexos aos interessados, através do endereço eletrônico: www.guacui.es.gov.br.

3- DAS INSCRIÇÕES
3.1- As inscrições para o presente concurso estarão abertas no período de 02/06/2011 a 04/07/2011 e poderão ser realizadas diretamente no Teatro Municipal Fernando Torres, na Avenida Francisco Lacerda de Aguiar, nº 140 – Centro, 29560.000 – Guaçuí - ES, ou pelos Correios, através de Sedex ou AR.
3.2- Não serão aceitas inscrições realizadas fora do período acima estabelecido. Em se tratando de inscrições realizadas pelos Correios serão consideradas as datas de postagem na agência, devidamente comprovadas.
3.3- Não serão admitidas modificações, inclusões ou substituições de documentação da proposta concorrente depois de sua inscrição.
3.4- Serão indeferidas as inscrições de propostas concorrentes apresentadas em desacordo com as normas, condições e especificações previstas no presente Edital.

4- CONDIÇÕES BÁSICAS PARA PARTICIPAÇÃO
4.1- Poderão participar do presente Concurso:
Grupos de todo o Brasil, cabendo a curadoria do festival a seleção dos participantes nas categorias teatro para infância e juventude, adulto e de rua.

Parágrafo 1º - A curadoria de pré-seleção (composto por membros do Grupo “Gota, Pó e Poeira”, Secretaria de Estado da Cultura e Secretaria Municipal de Cultura e Turismo) privilegiará inicialmente os espetáculos inéditos no município, num total de 15 (quinze), sendo 05 (cinco) para infância e juventude, 05 (cinco) de rua, 05 (cinco) adultos.

5- CONDIÇÕES BÁSICAS PARA HABILITAÇÃO
5.1- Estarão habilitados a participar do presente Concurso Público, os proponentes que possuam e comprovem as seguintes condições jurídico-legais, e apresentar, impreterivelmente, o seguinte material:
a) uma cópia do texto;
b) liberação do autor ou da SBAT;
c) material de divulgação do espetáculo (cartazes, programas, reportagens e três fotos digitalizadas ou em papel);
d) sinopse da peça;
e) ficha técnica devidamente preenchida;
f) cópia em vídeo da peça – VHS ou DVD;
g) currículo do grupo e do diretor;
h) Declaração da Ecad ou do autor das composições;
i) Cópias de documentos pedidos no anexo II.
j) Cópia do CNPJ da companhia, produtora ou grupo.

5.2- Só poderão participar do evento os grupos que tenham estreado o espetáculo até o dia 15 de junho. (ANEXAR COMPROVAÇÃO DE ESTRÉIA).

6- DO VALOR DO PRÊMIO INCENTIVO E FORMAS DE PREMIAÇÃO
6.1- O festival oferecerá prêmio, como ajuda de custo, aos grupos classificados no valor de R$ 2.000,00 (dois mil reais) devendo cada grupo inscrito preencher a ficha Anexo II, apresentando nela os dados jurídicos do responsável pelo recebimento.

6.2– Esse valor está sujeito aos descontos legais, conforme normas do Governo do Estado do Espírito Santo e do município, sendo o imposto municipal de 5% (cinco porcento).

6.3– Fica estabelecido o Troféu Fernando Torres (criado pela artista plástica Nilza Silva) para os melhores espetáculos de rua, de palco e para infância e juventude; e placas de premiação individual e de participação para os demais grupos/companhias.

6.4- O Festival oferecerá ainda troféus por categoria. Para efeito dessa premiação, serão considerados nas categorias infantil e adulto:
a) Melhor Espetáculo
b) Melhor Ator
c) Melhor Ator Coadjuvante
d) Melhor Atriz
e) Melhor Atriz Coadjuvante
f) Melhor Cenografia
g) Melhor Iluminação
h) Melhor Sonoplastia
i) Melhor Figurino
j) Melhor Direção
k) Júri Popular
l) Melhor de Texto
m) Melhor Maquiagem

6.5- Para a premiação de rua serão estipulados troféus para: melhor ator, melhor atriz, melhor direção, melhor sonoplastia ou música (se houver), melhor figurino, melhor texto e melhor maquiagem.

7- Da Comissão Julgadora:
7.1– O julgamento das peças selecionadas no XII FESTGUAÇUÍ será realizado por um Júri Especial e um Júri Popular

7.2– O júri especial será composto no mínimo por 05 (cinco) pessoas reconhecidas culturalmente, convidadas pela Comissão Organizadora, ligadas às artes cênicas e à cultura, e contará com um representante da Secult – Secretaria de Estado da Cultura.

7.3– O júri popular será composto por 10 (dez) pessoas escolhidas na platéia de cada espetáculo que darão nota de 01 a 10. As fichas de votação serão recolhidas ao final do espetáculo.

7.4– A avaliação dos jurados será em ficha própria, sendo entregue com as indicações ao final da mostra competitiva.

8- Da participação dos grupos:
8.1- Os grupos interessados deverão enviar suas inscrições para:
XII FESTIVAL DE TEATRO DE GUAÇUÍ – ES
A/C de Carlos Ola
Avenida Francisco Lacerda de Aguiar, 140 – Centro
29560.000 – Guaçuí - ES

8.2- Pelo menos dois representantes do grupo deverão permanecer, obrigatoriamente, na cidade até o encerramento – solenidade de premiação, participando das oficinas e debates; e logicamente assistindo aos espetáculos. A não participação inviabilizará outras participações da companhia.

8.3- A Comissão Organizadora oferecerá alimentação e hospedagem ao grupo/companhia SOMENTE no dia de sua apresentação, observando os horários de abertura e fechamento de diária de hotel, e a dois representantes durante todos os dias do Festival.
- Entrada nos hotéis – a partir das 12h
- Saída – antes das 12 h

8.4– Poderão participar das oficinas, debates e painéis, pessoas ligadas à cultura ou interessadas, integrantes ou não dos grupos inscritos.

8.5– As despesas decorrentes da participação dos grupos serão divididas da seguinte forma:
a) É de responsabilidade dos grupos concorrentes as despesas decorrentes da montagem do espetáculo e do transporte do grupo até Guaçuí.
b) É de responsabilidade dos organizadores, sem ônus para os participantes, a cessão do local de representação, divulgação dos espetáculos, bem como garantir a estadia dos membros do grupo quando da apresentação do espetáculo e de um representante durante todo o evento.

9- Das disposições gerais:
9.1- No dia do encerramento serão conhecidos até três indicados (se houver) para cada categoria, em seguida o vencedor, possibilitando assim maior incentivo a todos os artistas participantes.

9.2- Serão duas apresentações por dia no Teatro Fernando Torres, sendo os espetáculos infantis às 14 h e os adultos às 20 h e 30m.

9.3- As apresentações de teatro de rua acontecerão às 10h ou às 16h e 30m nas principais praças do município.

9.4- Os grupos poderão apresentar performances na Galeria do Teatro, antes das apresentações, com agendamentos prévios junto à coordenação do evento.

9.5- É vetada a participação de pessoas sem função no elenco.

9.6- É solicitado aos grupos o cumprimento dos horários de apresentação das peças, bem como que seus representantes sejam pontuais nas oficinas e nos horários de debates e apresentação dos espetáculos.

9.7- É necessário o uso dos crachás nas apresentações dos espetáculos, não sendo permitida a entrada sem o mesmo. Não será permitida a entrada dos representantes após o fechamento da portaria, a não ser em casos especiais.

9.8- Os grupos inscritos serão selecionados por uma comissão específica nomeada pela Comissão Organizadora que divulgará a relação dos grupos classificados para o XII FESTGUAÇUÍ a partir de 15 de julho de 2011.

9.9- Estarão à disposição 60 refletores para a iluminação do espetáculo e sonorização com CD Play. Os equipamentos extras ficarão a cargo dos grupos. Já os grupos de rua que utilizam microfones, a comissão pede que informem à organização; e se tiverem os seus de uso próprio que os tragam, pois se torna mais fácil na agilização da montagem.

9.10- A ordem de apresentação dos espetáculos será de acordo com a coordenação, não havendo possibilidade de troca.

9.11- Os casos omissos ao regulamento serão resolvidos pela comissão organizadora do evento.

Guaçuí – ES, em 02 de junho de 2011.

Carlos Francisco Ola
Coordenador

festguacui@hotmail.com carlosolagota@hotmail.com.br carlosfola@gmail.com