Não é a solidão que invade meu peito.
Não é a dor da partida, nem a despedida.
É uma ausência indefinida
Numa busca constante, no vago, no impreciso.
É um querer te tocar sem nunca ter te visto.
Tudo é incômodo, tudo é pensamento
E por um momento me perco, desvaneço.
Quero o que não encontro, o tropeço
Amando aqui o que desconheço
Ou se conheço, é fugaz, passageiro.
Quero o que não permitido, proibido.
A tua boca num constante gemido
De prazer, de suspiros, de volúpias...
E sem saber vou me perdendo
Retirando de mim minha essência,
Fruto da vivência, que não é dor, nem ausência.